SOU DO CEARÁ


"Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome , pergunto o que há ?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará."

Patativa do Assaré

terça-feira, 19 de abril de 2011

" QUAL O FUTURO DO JORNALISMO IMPRESSO ? "







 
FOTO: VIVIANE PINHEIRO  -  DIÁRIO DO NORDESTE
" A partir da esquerda, Ildefonso Rodrigues, Erick Guimarães,
Wagner Borges e Carlos Alberto Alencar "




COMUNICAÇÃO


Qual o futuro do jornal impresso?


" Representantes dos três maiores jornais de circulação diária no Ceará debateram o assunto, ontem, na Unifor "


" As mídias digitais representam o fim dos jornais impressos? O assunto foi discutido ontem, no auditório da biblioteca da Universidade de Fortaleza (Unifor), durante o debate "Jornalismo impresso: as novas mídias e o futuro" que contou com representantes dos três jornais de maior circulação diária no Estado - Diário do Nordeste, O Povo e O Estado. Os três palestrantes responderam negativamente a essa indagação.

É certo dizer que as novas tecnologias afetam as nossas vidas, mas que elas representam a morte pré-anunciada dos jornais, já se trata de uma afirmação ultrapassada. Prova disso é depois de duas décadas da chegada da internet no Brasil, os jornais impressos continuam circulando. Alguns, inclusive, com tiragem maior que antes, como reforça o diretor-editor do Diário do Nordeste, Ildefonso Rodrigues. "Os jornais impressos não estão em crise. Nos últimos anos, tiveram crescimento de 7% a 11%. Nunca se produziu tanto papel jornal no Brasil".

Ele diz que esse discurso vem de países de primeiro mundo. "A internet está muito presente nos países desenvolvidos, o problema é que os grandes jornais não acompanharam esse crescimento e quando perceberam já era tarde". Ao contrário do que se fala sobre a crise no jornalismo impresso, Ildefonso esclarece que os jornais estão se reinventando.

Não alteraram

Para o diretor adjunto de redação do O Povo, Erick Guimarães, as novas tecnologias alteraram não a forma de fazer o jornal, mas como as pessoas se comunicam. E, apesar de não negar que os jornais impressos poderão terminar, não acredita que isso ocorra agora.

Carlos Alberto Alencar, editor de O Estado, diz que apesar de todas as facilidades que a web trouxe, o jornalista é o autor da notícia, da informação. "Não podemos ignorar a instantaneidade, mas não acredito que o jornal impresso vá acabar. Pelo contrário, ele se fortalece com as mídias digitais "."

 
 
FONTE:  JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=967435

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